• Patrícia Magalhães

07.2019 - exposição individual / solo exhibition - Lisboa

Atualizado: 6 de Out de 2019


Fábrica Braço de Prata


A seleção dos trabalhos a apresentar e, depois, a decisão de incluir textos na própria exposição surgiram de forma natural e despretensiosa quando fiz o reconhecimento do espaço. O acesso à sala de exposições faz-se passando por uma área adjacente à livraria, repleta de livros que competem pela nossa atenção e isso foi determinante para a escolha do conceito expositivo, que tenta prolongar a atmosfera dos livros – habitualmente silenciosa, introspetiva, de busca e leitura solitárias – para dentro da sala onde, por estes dias, coabitam trabalhos de ilustração e outros que são interpretações menos imediatas dos escritos que lhes são referência.


Os trabalhos que escolhi têm em comum uma solução plástica minimal, são traçados apenas com uma linha negra, numa economia de traço que procura que o desenho mantenha a essência do sentimento desencadeado pelas palavras mas não se lhe sobreponha, abordagem com que trabalho há mais de vinte anos, sobretudo quando desenho a partir do deleite da leitura de poesias e prosas que me emocionam. Dez dos trabalhos desta exposição são inéditos que foram riscados em diário gráfico imediatamente a seguir a eu ter lido um texto que me impressionou. Os restantes seis são ilustrações que produzi em 2017 para Joana Rita, uma grande amiga que escreve e canta fado, e que foram por ela publicados em versão digital no blog “O outro lado da Jo” (www.ooutroladodajo.pt).

The selection of the works that I chose to exhibit and then the decision to also include some texts, came naturally and unpretentiously when I made the recognition of the area. Access to the exhibition takes place through a room just next to the bookstore, full of books that compete for our attention, and this was decisive for the choice of the exhibition concept, which tries to extend the atmosphere of the books - usually silent, introspective, all about solitary search and readings - into the exhibition room where, for now, illustrations co-exist with other drawings which are less immediate interpretations of the writings they refer to.


The works that I have chosen have in common a minimal plastic solution: drawn only with a black line, in a trace economy that seeks to maintain the essence of the feelings triggered by the words without overlapping it, approach with which I have worked for more than twenty years, especially when drawing from the delight of reading poetry and prose that overwhelm me. Ten of the works in this exhibition are unpublished drawings taken out of sketch books where initially they were scratched, immediately after I read a text that thrilled me. The remaining six works are illustrations that I produced in 2017 for Joana Rita, a great friend who writes and sings Fado, and they were published in a digital version in her blog "O outro lado da Jo" (www.ooutroladodajo.pt).


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